terça-feira, 7 de setembro de 2010

O amor é cego e mudo...

Com o advento do cinema falado em 1928 muitos foram os diretores que resistiram a essa tecnologia, entre eles se encontrava um dos grandes mestres do cinema, Charles Chaplin, no qual através da figura do inconfudivel  vagabundo Carlitos, optou por não ulitizar das falas para expressar ao público suas emoções. Chaplin sabia que o personagem criado e importado para todo mundo como sua marca registrada, era necessariamente uma cria do cinema mudo.

Esse  certamente é um dos méritos de " Luzes da Cidade" realizado em 1931, no qual os efeitos sonoros já estavam a toda polpa mas ,Chaplin busca mostrar ao telespectador uma hisotória de amor em que a sonoridade é apenas algo superfluo, seja num apito como na campainha de um ringue.


" Luzes da Cidade" exala inocência e ternura em cada centrimétro de celulóide. Carlitos em suas andanças  se apaixona por uma vendedora de flores cega que o confunde com um homem rico. Com a permissão de visita, ele começa a cortejar a moça ao ponto de arrumar um trabalho para poder ajudá-la financeiramente.


Na iminência da paixão ,Carlitos ajuda um suícida milionário a tentar valorizar a vida e  se tornam amigos, porém essa amizade não deixa de ser cômica, pelo fato do ricaço apenas conhecer o vagabundo nos momentos de alcoolismo, pois quando a sobriedade vem a tona, ele perpassa total desconhecimento a Carlitos.


A cena do ringue em que Carlitos através da luta de boxe busca arrecadar dinheiro para a operação dos olhos de sua amada é uma das mais belas e sincronizadas. A maneira como ele faz passos sincronizados com o juízo ou o seu adversário não deixa de parecer um balé, ao mesmo tempo em que o riso não consegue deixar a face do telespectador. Nessa mesma cena, Chaplin utliza da sonoridade, na campainha do ringue,em que fica preso e o som não para de tocar incessantemente.Outra cena de efeito sonoro é quando o amigo milionário  lhe faz uma festa, Carlitos engole o apito, e atrapalha a performace do cantor. Talvez seja Chaplin negando a sonoridade, mostrando que sua função no cinema não é necessária.


Nesse filme pode-se ver como o gênio Charles Chaplin sabe utilizar das imagens perfeitamente, pois de um conto de amor bastante simples ele consegue tocar seu público sem cair na mesmice de um melodrama e não obstante, também possuir fortes traços de genialidade cômica que marcara todas as produções de Carlitos, acrescentando momentos verdadeiramente hilários em meio a trama doce.

Nota-se que Chaplin utiliza o símbolo da flor para expressar o amor de Carlitos pela florista ,e que através disso, é construído a cena final do filme no qual,  com certeza uma das mais bonitas já feita numa comédia romântica.

Ficha Técnica:
Luzes da Cidade ( City Light)
Direção: Charles Chaplin ( 1931- EUA)
Elenco: Charles Chaplin, Virgina Cherril
Gênero: Comédia, Romance
Roteiro: Charles Chaplin
Cinema: ótimo
The End

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