O que nos leva a acreditar que toda sensação de alegria, amor, euforia, etc deveria durar para sempre? Somos seres humanos condicionados a viver os dois lados da balança, sentir a felicidade e a tristeza e valorizar cada sentimento, para desfrutar das experiências que a vida guarda para cada um.
Quando assistimos ao final do filme " Casablanca- 1942" sentimos um tanto quanto triste porque o casal formado por Rick ( Humphrey Bogart) e Ilsa ( Ingrid Bergman) preferem apenas o momento que tiveram em Paris do que ficarem juntos, ou seja, o filme reserva um auto-controle romântico ao qual os personagens optam a qualidade à quantidade, deixar um ao outro o melhor, não cair na tentação da comodidade da vida amorosa. É melhor deixá-la em um belo momento culminante do que descer à planície da rotina amorosa, do carinho, ao simples apego.
Por outro lado, o espectador se identifica com o final de " Uma linda mulher- 1990" , em que o personagem Edward ( Richard Gere) sobe as escadas com ramalhetes de rosas para pedir em casamento Vivian ( Julia Roberts). Toda mulher sente-se feliz ao ver esse desfecho, é como se pudesse transferir essa felicidade fictícia para sua vida amorosa.
Mas por qual motivo não sabemos lidar com a perda no sentido de não vivenciarmos o "felizes para sempre"? Porque somos induzidos a acreditar que o para sempre seja melhor do que apenas alguns momentos?
Uma crítica de cinema baseada em conhecimentos da linguagem cinematográfica,da história do cinema,e acima de tudo, minha paixão dilacerante pela sétima arte.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Voltar a ser criança
Confesso hoje ter sido a primeira vez que assisti " E.T.", claro que já havia visto muitas imagens do filme, mas até então nunca tinha visto por inteiro, posso afirmar como foi maravilhosa a sensação , é como se eu tivesse sido transportada para minha infância, com todas as brincadeiras ingênuas e amigos invisivéis tivessem me visitado. Eu admiro muito o trabalho de um diretor quando consegue te arremessar para outro mundo, e posso dizer que definitivamente fui lançada para "meu" mundo imaginário de quando era criança.
"E.T." um filme de 1982 do diretor Steven Spielberg mostra que através de uma história infantil se pode construir algo tão belo. Um garoto do sulbúrbio americano Elliot ( Henry Thomas) ,vê seu chamado a aventura quando resolve investigar o barulho de sua garagem, nada mais surpreendente de ver ali um ser de outro planeta, E.T. Elliot com a total falta de preconceito, ingenuidade e carinho leva E.T. para se hospedar em seu quarto. Consequêntemente um laço muito forte de amizade é construída por ambos, ao ponto de sentirem as mesmas coisas. Os irmãos de Elliot, também abraçam a ídeia de um amigo extraterrestre e juntos resolverm ajudá-lo a voltar para seu planeta.
É muito interessante notar certos nuances que o diretor "planta" para o espectador, como a questão do vaso com flores amarelas( Spielberg trabalha muito com as cores principalmente o amarelo) que um determinado momento do filme se transformará em um fator determinante da história. Com relação as cores, na cena da fuga de E.T., Elliot é destaque pela cor de sua camisa, no caso, vermelha.
Spielberg nesse filme com auxílio dos efeitos especiais, construíu um mundo totalmente infantil, em que os adultos têm papel secundário. Isso é notável já no começo da história ,em que os agentes do governo são filmados da cintura para baixo e só no final vê-se o rosto deles.
Definitivamente E.T. é um filme que marcou toda a geração de crianças da década de 80 e até hoje consegue arrancar lágrimas do público, seja pela mensagem de paz, tolêrancia e amizade ou pelo simples fato de mostrar como é encantador voltar a ser criança por duas horas.
Ficha Técnica:
E.T.
Diretor: Steven Spielberg ( 1982-EUA)
Elenco:Henry Thomas, Dree Wallace, Drew Barrymore
Roteiro:Melissa Mathison
Gênero: Aventura
Filme: ótimo
"E.T." um filme de 1982 do diretor Steven Spielberg mostra que através de uma história infantil se pode construir algo tão belo. Um garoto do sulbúrbio americano Elliot ( Henry Thomas) ,vê seu chamado a aventura quando resolve investigar o barulho de sua garagem, nada mais surpreendente de ver ali um ser de outro planeta, E.T. Elliot com a total falta de preconceito, ingenuidade e carinho leva E.T. para se hospedar em seu quarto. Consequêntemente um laço muito forte de amizade é construída por ambos, ao ponto de sentirem as mesmas coisas. Os irmãos de Elliot, também abraçam a ídeia de um amigo extraterrestre e juntos resolverm ajudá-lo a voltar para seu planeta.
É muito interessante notar certos nuances que o diretor "planta" para o espectador, como a questão do vaso com flores amarelas( Spielberg trabalha muito com as cores principalmente o amarelo) que um determinado momento do filme se transformará em um fator determinante da história. Com relação as cores, na cena da fuga de E.T., Elliot é destaque pela cor de sua camisa, no caso, vermelha.
Spielberg nesse filme com auxílio dos efeitos especiais, construíu um mundo totalmente infantil, em que os adultos têm papel secundário. Isso é notável já no começo da história ,em que os agentes do governo são filmados da cintura para baixo e só no final vê-se o rosto deles.
Definitivamente E.T. é um filme que marcou toda a geração de crianças da década de 80 e até hoje consegue arrancar lágrimas do público, seja pela mensagem de paz, tolêrancia e amizade ou pelo simples fato de mostrar como é encantador voltar a ser criança por duas horas.
Ficha Técnica:
E.T.
Diretor: Steven Spielberg ( 1982-EUA)
Elenco:Henry Thomas, Dree Wallace, Drew Barrymore
Roteiro:Melissa Mathison
Gênero: Aventura
Filme: ótimo
A descontrução de um mundo.
A Guerra Civil Espanhola serve de premissa para muitos filmes, em " A língua das mariposas" esse momento brutal da história espanhola é retratado através dos olhos de uma criança de seis anos Moncho ( Manuel Lozano) e sua relação de amizade e admiração pelo professor Don Gregorio (Fernando Fernáz Gomez) . A aprendizagem como fonte de prazer , de crescimento e de liberdade como função primeiro da educação são , em síntese, as principais mensagens do filme espanhol.
Com o desenrolar da história , um outro patamar vai sendo colocado ao expectador, um quadro social e político que define a ascenção do fascismo na Espanha, na qual se aliaram a Igreja Católica, o Exercíto e os grandes donos de terra contra a Frente Popular, formada pelos republicanos, pelos sindicatos, pelos partidos de esquerda e pelos que defendiam a democracia.
O filme mostra uma pacata cidade espanhola antes da ascenção do general Franco e como ela se torna quando este toma o poder. O expectador encara os primeiros dias de aula de Moncho e a importância do professor no processo de desenvolvimento coagnitivo, pessoal, político e social de uma criança. Porém com afirmações como essa " Libertas viroum fortium pectara acuit- a liberdade estímula o espírito dos homens fortes) deixa claro o posicionamento político de Don Gregorio e as consequências que isso vai trazer no decorrer da história.
O diretor José Luis Cuerda soube retratar de uma maneira peculiar o mundo infantil e ingênuo de Moncho e de seu maior admirador Don Gregorio de uma forma cativante, sem deixar de lado as críticas sociais referente a guerra civil espanhola e toda a transformação que o país passou nesse período.
É maravilhosa a cena em que Moncho ao tentar xingar seu professor começa a falar palavras que aprendeu durante as aulas de ciências ao ar livre, no qual perpassa um sentindo ambíguo, ou o garoto diz que não se esquecerá dos ensinamentos ou de que o professor o tenha traído. Um filme bem interessante tanto pelo lado histórico como pela relação de amizade.
Ficha Técnica:
A língua das mariposas - La lengua de las mariposas
Diretor: José Luis Cuerda ( 1999- Espanha)
Elenco: Fernando Fernán Gomez, Manuel Lozano
Roteiro: Rafael Azcona, José Luis Cuerda, Manuel Rivas
Gênero: Drama
Filme: bom
Com o desenrolar da história , um outro patamar vai sendo colocado ao expectador, um quadro social e político que define a ascenção do fascismo na Espanha, na qual se aliaram a Igreja Católica, o Exercíto e os grandes donos de terra contra a Frente Popular, formada pelos republicanos, pelos sindicatos, pelos partidos de esquerda e pelos que defendiam a democracia.
O filme mostra uma pacata cidade espanhola antes da ascenção do general Franco e como ela se torna quando este toma o poder. O expectador encara os primeiros dias de aula de Moncho e a importância do professor no processo de desenvolvimento coagnitivo, pessoal, político e social de uma criança. Porém com afirmações como essa " Libertas viroum fortium pectara acuit- a liberdade estímula o espírito dos homens fortes) deixa claro o posicionamento político de Don Gregorio e as consequências que isso vai trazer no decorrer da história.
O diretor José Luis Cuerda soube retratar de uma maneira peculiar o mundo infantil e ingênuo de Moncho e de seu maior admirador Don Gregorio de uma forma cativante, sem deixar de lado as críticas sociais referente a guerra civil espanhola e toda a transformação que o país passou nesse período.
É maravilhosa a cena em que Moncho ao tentar xingar seu professor começa a falar palavras que aprendeu durante as aulas de ciências ao ar livre, no qual perpassa um sentindo ambíguo, ou o garoto diz que não se esquecerá dos ensinamentos ou de que o professor o tenha traído. Um filme bem interessante tanto pelo lado histórico como pela relação de amizade.
Ficha Técnica:
A língua das mariposas - La lengua de las mariposas
Diretor: José Luis Cuerda ( 1999- Espanha)
Elenco: Fernando Fernán Gomez, Manuel Lozano
Roteiro: Rafael Azcona, José Luis Cuerda, Manuel Rivas
Gênero: Drama
Filme: bom
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