O que nos leva a acreditar que toda sensação de alegria, amor, euforia, etc deveria durar para sempre? Somos seres humanos condicionados a viver os dois lados da balança, sentir a felicidade e a tristeza e valorizar cada sentimento, para desfrutar das experiências que a vida guarda para cada um.
Quando assistimos ao final do filme " Casablanca- 1942" sentimos um tanto quanto triste porque o casal formado por Rick ( Humphrey Bogart) e Ilsa ( Ingrid Bergman) preferem apenas o momento que tiveram em Paris do que ficarem juntos, ou seja, o filme reserva um auto-controle romântico ao qual os personagens optam a qualidade à quantidade, deixar um ao outro o melhor, não cair na tentação da comodidade da vida amorosa. É melhor deixá-la em um belo momento culminante do que descer à planície da rotina amorosa, do carinho, ao simples apego.
Por outro lado, o espectador se identifica com o final de " Uma linda mulher- 1990" , em que o personagem Edward ( Richard Gere) sobe as escadas com ramalhetes de rosas para pedir em casamento Vivian ( Julia Roberts). Toda mulher sente-se feliz ao ver esse desfecho, é como se pudesse transferir essa felicidade fictícia para sua vida amorosa.
Mas por qual motivo não sabemos lidar com a perda no sentido de não vivenciarmos o "felizes para sempre"? Porque somos induzidos a acreditar que o para sempre seja melhor do que apenas alguns momentos?

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