O que nos leva a acreditar que toda sensação de alegria, amor, euforia, etc deveria durar para sempre? Somos seres humanos condicionados a viver os dois lados da balança, sentir a felicidade e a tristeza e valorizar cada sentimento, para desfrutar das experiências que a vida guarda para cada um.
Quando assistimos ao final do filme " Casablanca- 1942" sentimos um tanto quanto triste porque o casal formado por Rick ( Humphrey Bogart) e Ilsa ( Ingrid Bergman) preferem apenas o momento que tiveram em Paris do que ficarem juntos, ou seja, o filme reserva um auto-controle romântico ao qual os personagens optam a qualidade à quantidade, deixar um ao outro o melhor, não cair na tentação da comodidade da vida amorosa. É melhor deixá-la em um belo momento culminante do que descer à planície da rotina amorosa, do carinho, ao simples apego.
Por outro lado, o espectador se identifica com o final de " Uma linda mulher- 1990" , em que o personagem Edward ( Richard Gere) sobe as escadas com ramalhetes de rosas para pedir em casamento Vivian ( Julia Roberts). Toda mulher sente-se feliz ao ver esse desfecho, é como se pudesse transferir essa felicidade fictícia para sua vida amorosa.
Mas por qual motivo não sabemos lidar com a perda no sentido de não vivenciarmos o "felizes para sempre"? Porque somos induzidos a acreditar que o para sempre seja melhor do que apenas alguns momentos?
Uma crítica de cinema baseada em conhecimentos da linguagem cinematográfica,da história do cinema,e acima de tudo, minha paixão dilacerante pela sétima arte.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Voltar a ser criança
Confesso hoje ter sido a primeira vez que assisti " E.T.", claro que já havia visto muitas imagens do filme, mas até então nunca tinha visto por inteiro, posso afirmar como foi maravilhosa a sensação , é como se eu tivesse sido transportada para minha infância, com todas as brincadeiras ingênuas e amigos invisivéis tivessem me visitado. Eu admiro muito o trabalho de um diretor quando consegue te arremessar para outro mundo, e posso dizer que definitivamente fui lançada para "meu" mundo imaginário de quando era criança.
"E.T." um filme de 1982 do diretor Steven Spielberg mostra que através de uma história infantil se pode construir algo tão belo. Um garoto do sulbúrbio americano Elliot ( Henry Thomas) ,vê seu chamado a aventura quando resolve investigar o barulho de sua garagem, nada mais surpreendente de ver ali um ser de outro planeta, E.T. Elliot com a total falta de preconceito, ingenuidade e carinho leva E.T. para se hospedar em seu quarto. Consequêntemente um laço muito forte de amizade é construída por ambos, ao ponto de sentirem as mesmas coisas. Os irmãos de Elliot, também abraçam a ídeia de um amigo extraterrestre e juntos resolverm ajudá-lo a voltar para seu planeta.
É muito interessante notar certos nuances que o diretor "planta" para o espectador, como a questão do vaso com flores amarelas( Spielberg trabalha muito com as cores principalmente o amarelo) que um determinado momento do filme se transformará em um fator determinante da história. Com relação as cores, na cena da fuga de E.T., Elliot é destaque pela cor de sua camisa, no caso, vermelha.
Spielberg nesse filme com auxílio dos efeitos especiais, construíu um mundo totalmente infantil, em que os adultos têm papel secundário. Isso é notável já no começo da história ,em que os agentes do governo são filmados da cintura para baixo e só no final vê-se o rosto deles.
Definitivamente E.T. é um filme que marcou toda a geração de crianças da década de 80 e até hoje consegue arrancar lágrimas do público, seja pela mensagem de paz, tolêrancia e amizade ou pelo simples fato de mostrar como é encantador voltar a ser criança por duas horas.
Ficha Técnica:
E.T.
Diretor: Steven Spielberg ( 1982-EUA)
Elenco:Henry Thomas, Dree Wallace, Drew Barrymore
Roteiro:Melissa Mathison
Gênero: Aventura
Filme: ótimo
"E.T." um filme de 1982 do diretor Steven Spielberg mostra que através de uma história infantil se pode construir algo tão belo. Um garoto do sulbúrbio americano Elliot ( Henry Thomas) ,vê seu chamado a aventura quando resolve investigar o barulho de sua garagem, nada mais surpreendente de ver ali um ser de outro planeta, E.T. Elliot com a total falta de preconceito, ingenuidade e carinho leva E.T. para se hospedar em seu quarto. Consequêntemente um laço muito forte de amizade é construída por ambos, ao ponto de sentirem as mesmas coisas. Os irmãos de Elliot, também abraçam a ídeia de um amigo extraterrestre e juntos resolverm ajudá-lo a voltar para seu planeta.
É muito interessante notar certos nuances que o diretor "planta" para o espectador, como a questão do vaso com flores amarelas( Spielberg trabalha muito com as cores principalmente o amarelo) que um determinado momento do filme se transformará em um fator determinante da história. Com relação as cores, na cena da fuga de E.T., Elliot é destaque pela cor de sua camisa, no caso, vermelha.
Spielberg nesse filme com auxílio dos efeitos especiais, construíu um mundo totalmente infantil, em que os adultos têm papel secundário. Isso é notável já no começo da história ,em que os agentes do governo são filmados da cintura para baixo e só no final vê-se o rosto deles.
Definitivamente E.T. é um filme que marcou toda a geração de crianças da década de 80 e até hoje consegue arrancar lágrimas do público, seja pela mensagem de paz, tolêrancia e amizade ou pelo simples fato de mostrar como é encantador voltar a ser criança por duas horas.
Ficha Técnica:
E.T.
Diretor: Steven Spielberg ( 1982-EUA)
Elenco:Henry Thomas, Dree Wallace, Drew Barrymore
Roteiro:Melissa Mathison
Gênero: Aventura
Filme: ótimo
A descontrução de um mundo.
A Guerra Civil Espanhola serve de premissa para muitos filmes, em " A língua das mariposas" esse momento brutal da história espanhola é retratado através dos olhos de uma criança de seis anos Moncho ( Manuel Lozano) e sua relação de amizade e admiração pelo professor Don Gregorio (Fernando Fernáz Gomez) . A aprendizagem como fonte de prazer , de crescimento e de liberdade como função primeiro da educação são , em síntese, as principais mensagens do filme espanhol.
Com o desenrolar da história , um outro patamar vai sendo colocado ao expectador, um quadro social e político que define a ascenção do fascismo na Espanha, na qual se aliaram a Igreja Católica, o Exercíto e os grandes donos de terra contra a Frente Popular, formada pelos republicanos, pelos sindicatos, pelos partidos de esquerda e pelos que defendiam a democracia.
O filme mostra uma pacata cidade espanhola antes da ascenção do general Franco e como ela se torna quando este toma o poder. O expectador encara os primeiros dias de aula de Moncho e a importância do professor no processo de desenvolvimento coagnitivo, pessoal, político e social de uma criança. Porém com afirmações como essa " Libertas viroum fortium pectara acuit- a liberdade estímula o espírito dos homens fortes) deixa claro o posicionamento político de Don Gregorio e as consequências que isso vai trazer no decorrer da história.
O diretor José Luis Cuerda soube retratar de uma maneira peculiar o mundo infantil e ingênuo de Moncho e de seu maior admirador Don Gregorio de uma forma cativante, sem deixar de lado as críticas sociais referente a guerra civil espanhola e toda a transformação que o país passou nesse período.
É maravilhosa a cena em que Moncho ao tentar xingar seu professor começa a falar palavras que aprendeu durante as aulas de ciências ao ar livre, no qual perpassa um sentindo ambíguo, ou o garoto diz que não se esquecerá dos ensinamentos ou de que o professor o tenha traído. Um filme bem interessante tanto pelo lado histórico como pela relação de amizade.
Ficha Técnica:
A língua das mariposas - La lengua de las mariposas
Diretor: José Luis Cuerda ( 1999- Espanha)
Elenco: Fernando Fernán Gomez, Manuel Lozano
Roteiro: Rafael Azcona, José Luis Cuerda, Manuel Rivas
Gênero: Drama
Filme: bom
Com o desenrolar da história , um outro patamar vai sendo colocado ao expectador, um quadro social e político que define a ascenção do fascismo na Espanha, na qual se aliaram a Igreja Católica, o Exercíto e os grandes donos de terra contra a Frente Popular, formada pelos republicanos, pelos sindicatos, pelos partidos de esquerda e pelos que defendiam a democracia.
O filme mostra uma pacata cidade espanhola antes da ascenção do general Franco e como ela se torna quando este toma o poder. O expectador encara os primeiros dias de aula de Moncho e a importância do professor no processo de desenvolvimento coagnitivo, pessoal, político e social de uma criança. Porém com afirmações como essa " Libertas viroum fortium pectara acuit- a liberdade estímula o espírito dos homens fortes) deixa claro o posicionamento político de Don Gregorio e as consequências que isso vai trazer no decorrer da história.
O diretor José Luis Cuerda soube retratar de uma maneira peculiar o mundo infantil e ingênuo de Moncho e de seu maior admirador Don Gregorio de uma forma cativante, sem deixar de lado as críticas sociais referente a guerra civil espanhola e toda a transformação que o país passou nesse período.
É maravilhosa a cena em que Moncho ao tentar xingar seu professor começa a falar palavras que aprendeu durante as aulas de ciências ao ar livre, no qual perpassa um sentindo ambíguo, ou o garoto diz que não se esquecerá dos ensinamentos ou de que o professor o tenha traído. Um filme bem interessante tanto pelo lado histórico como pela relação de amizade.
Ficha Técnica:
A língua das mariposas - La lengua de las mariposas
Diretor: José Luis Cuerda ( 1999- Espanha)
Elenco: Fernando Fernán Gomez, Manuel Lozano
Roteiro: Rafael Azcona, José Luis Cuerda, Manuel Rivas
Gênero: Drama
Filme: bom
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A dor e o prazer de amar e ser amado
Eu particularmente relutei muito em ir assistir a saga de " Twilight", acreditava ser mais um filme sobre adolescentes apaixonados ,sendo a única diferença, uma paixão entre uma ser humana e um vampiro. Realmente quando assisti os dois primeiros " Crepúsculo" e " Lua Nova" constatei que não havia muita coisa nova com relação a história. Contudo nesse novo filme ,em cartaz " Eclipse", fui surpreendida por uma sensação gostosa no qual recorda muito a adolescencia de cada um. De quando nós encontramos enamorados pela primeira vez , como se não existisse mais nada no mundo além da intensidade da paixão, mas claro com um conflito, pois nada é fácil nessa vida.
" Eclipse" traz as juras de amor entre o casal principal Bella ( Kristen Stewart) e Edward ( Robert Pattinson), mas com a ameaça de Jacob ( Taylor Lautner) que coloca em dúvida o amor dos dois. A cena na qual, ela se esconde dos vampiros que estão indo atrás dela no alto da montanha mas devido ao frio intenso que a coloca em risco, Jacob é a única pessoa que pode ajudá-la com o calor humano, é maravilhosa, tanto para mostrar a quimíca do ser humano , quanto em relação ao quente (humano)e fria ( vampiro). Jacob com seu corpo sarado e a maior parte do tempo sem camisa, arranca suspiros da pláteia, e do outro lado, um rapaz muito branco, mas com todo charme de um lorde e com ídeias um tanto quanto ultrapassadas, mas que não deixa de ser bonitas e até ansiadas pelo público feminino.
Além desse suposto triângulo amoroso que se forma, o filme também mostra como é a transformação dos vampiros récem-criados e as situações com as quais eles têm que viver no ínicio dessa jornada, claro uma "deixa "para se pensar na situação de Bella, que tanto anseia em se tornar vampira.
Acredito que essa adaptação do livro seja uma das mais interessantes das duas últimas, o diretor David Slade soube retratar de uma maneira peculiar a diferença de um cavalheiro e uma mulher moderna sem deixar cair no rídiculo. Pois Edward devido a sua situação de vampiro ,no qual não lhe permite envelhecer ,mas que ao mesmo tempo carrega sua identidade de antigamente e acha que sexo só depois do casamento, e Bella, desacreditada na instituição casamento.
Com certeza vale a pena a ida ao cinema, para sair da sala com a sensação de que a adolescência é época de errar, como é lembrado na formatura.Mas até que ponto um erro é válido para definir sua vida para sempre?
Ficha Técnica:
The Twilight Saga: Eclipse ( EUA- 2010)
Diretor: David Slade
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner
Roteiro: Melissa Rosenberg
Gênero: Romance
Filme : bom
" Eclipse" traz as juras de amor entre o casal principal Bella ( Kristen Stewart) e Edward ( Robert Pattinson), mas com a ameaça de Jacob ( Taylor Lautner) que coloca em dúvida o amor dos dois. A cena na qual, ela se esconde dos vampiros que estão indo atrás dela no alto da montanha mas devido ao frio intenso que a coloca em risco, Jacob é a única pessoa que pode ajudá-la com o calor humano, é maravilhosa, tanto para mostrar a quimíca do ser humano , quanto em relação ao quente (humano)e fria ( vampiro). Jacob com seu corpo sarado e a maior parte do tempo sem camisa, arranca suspiros da pláteia, e do outro lado, um rapaz muito branco, mas com todo charme de um lorde e com ídeias um tanto quanto ultrapassadas, mas que não deixa de ser bonitas e até ansiadas pelo público feminino.
Além desse suposto triângulo amoroso que se forma, o filme também mostra como é a transformação dos vampiros récem-criados e as situações com as quais eles têm que viver no ínicio dessa jornada, claro uma "deixa "para se pensar na situação de Bella, que tanto anseia em se tornar vampira.
Acredito que essa adaptação do livro seja uma das mais interessantes das duas últimas, o diretor David Slade soube retratar de uma maneira peculiar a diferença de um cavalheiro e uma mulher moderna sem deixar cair no rídiculo. Pois Edward devido a sua situação de vampiro ,no qual não lhe permite envelhecer ,mas que ao mesmo tempo carrega sua identidade de antigamente e acha que sexo só depois do casamento, e Bella, desacreditada na instituição casamento.
Com certeza vale a pena a ida ao cinema, para sair da sala com a sensação de que a adolescência é época de errar, como é lembrado na formatura.Mas até que ponto um erro é válido para definir sua vida para sempre?
Ficha Técnica:
The Twilight Saga: Eclipse ( EUA- 2010)
Diretor: David Slade
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner
Roteiro: Melissa Rosenberg
Gênero: Romance
Filme : bom
O coração tem razões que a própria razão desconhece!
Woody Allen após seus quatro últimos filmes terem sido produzidos na Europa volta com toda força para sua cidade, Nova York,um retorno renovado, com direito a ônibus turistíco e Estátua da Liberdade. Na direção de " Tudo pode dar certo- Whatever Works", seu quadrágesimo filme, Allen traz seu humor sarcástico mais afiado que nunca, cheio de um diálogo ácido,muitos clichês ( e ele próprio faz piadas disso), discussões existenciais, improváveis casais e trios que só sendo um puritano para não amar.
O começo do filme já é um tanto quanto peculiar pois traz a figura de Boris Yellnikoff ( Larry Davis) conversando com seus amigos do bar e logo ele segue adiante e quebra a quarta parede para conversar com o público. Boris é um mau-humorado físico, quase indicado ao prêmio Nobel, que atualmente dá aulas de xadrez mas costuma brigar com seus alunos. Suicida fracassado,não odeia a vida, apenas acredita que somos uma espécie em extinção burra demais para ser feliz, pois considera ser único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo.
Seu chamado para aventura começa quando uma garota em frente ao seu apartamento pede por comida, e ele a muito custo acaba por convida-lá a entrar, Melodie St. Anne Celestine ( Evan Rachel Wood) é uma menina do sul dos EUA, completamente frágil e inocente que se instala em seu apartamento e com o passar do tempo não aparenta ter planos de deixar o local. Os dois começam a criar uma amizade, tendo Boris para lembra-lá sempre que ele é um gênio e ela simplesmente uma ignorante. O laço afetivo se torna tão grande que ela se declara para ele, e este apenas diz que não, pois nem de sexo gosta. Claro que por algumas circunstâncias irracionais do coração, Boris acaba pedindo Melodie em casamento. Tudo parece estar indo de acordo com as leis do universo quando inesperadamente aparecem separadamente a mãe e o pai de Melodie.
Isso coloca em movimento uma ciranda de personagens que descobrem, por si próprios, que na vida devemos aceitar qualquer coisa que dê certo para nos fazer felizes.Boris (o racional) e Melodie ( emocional) aceitam um ao outro, os pais dela acabam por ser transformados por Nova York e abertos para novas experiências.
Para finalizar fica o épilogo do filme:
" Whatever love you can get and giveWhatever happiness you can provide
Every temporary measure of grace
Whatever works"
Ficha Técnica:
Tudo pode dar certo " Whatever works" ( 2009- França- EUA)Direção: Woody Allen
Elenco: Larry Davis, Eva Rachel Wood, Patricia Clarkson,
Roteiro: Woody AllenFilme: ótimo
Tensão e suspense a todo momento
Qual seria a reação de cada ser humano ao se ver numa praia e de repente alguém ser atacado por um tubarão? Bom essa é a premissa que o diretor Steven Spielberg traz as telas no filme " Tubarão", clássico de 1975, que é recheado de muito suspense, ação e efeitos especiais.
A pacata comunidade da ilha de Amity nos EUA, que vive praticamente do turismo de verão, vê o sossego ir embora quando ataques de um tubarão branco começam a se tornar corriqueiro. O xerife local, Martin Brody ( Roy Scheider), insiste com as autoridades locais para o fechamento da praia, mas devido a interesses econômicos a praia continua aberta . Com a regularidade dos ataques, o xerife pede ajuda a um biológo ( Richard Dreyfuss) e a um pescador local Quint ( Robert Shaw). Juntos o trio embarca numa aventura com a esperança de conseguir capturar ou matar o animal.
Steven Spielbert sabe trabalhar com as imagens muito bem, tanto que no começo os ataques do tubarão se limitam ao subjetivo, não o vemos em si. Tudo é construído através da linguagem cinematógrafica, onde a sobreposição dos planos cria o sentido que a cena deseja alcançar. Esse tipo de construção ajuda a manter a tensão, criar expectativa com relação a aparição do tubarão, mas sem se tornar chato ou repetitivo.
De nada adiantaria todo os suspense gerado em torno da aparição do animal se ele decepcionasse quando surgisse. Para a alegria do público, quando o faz, realmente assusta. Seja pelo tamanho impressionante, ou pela destruição que causa. O mais importante é que durante o filme, o tubarão nunca deixa de convencer. Ele faz coisas impossíveis na realidade, mas num filme que adota claramente a ficção de fatos e características para contar uma história , isso se torna viável.
Spielbert utiliza da cor amarelo para destacar algumas cenas, como por exemplo , em uma das cenas antes do ataque na praia, ele utiliza a cor amarelo no chapéu de uma mãe. Assim como quando o tubarão está atacando o barco de aventureiros e sua presença é marcado pelos barris de cor amarelo.
O clima de suspense traz muita tensão ao espectador junto com a trilha sonora tão bem construída pelo compositor John Willians, no qual compôs o acorde com apenas duas notas. Deu vida ao ser "invisivél" às lentes , pelo menos durante boa parte do filme.Não vemos o tubarão, mas temos a junção imagem , mais trilha sonora, que caracteriza a sua presença.
"Tubarão" lançou a moda dos "blockbuster" americano arrecadando milhões de doláres e muitas condenações, porém não se pode questionar o magnifíco trabalho de Steven Spielberg ,que com um boneco mecânico, trilha sonora esplêndida , ótima atuação dos personagens e uma edição impécavel, criou um clássico do cinema, mesmo ápos as três continuações deploráveis que o longa recebeu.
Tubarão - Jaws ( 1975- EUA)
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss
Roteiro: Peter Benchley, Carl Gotilieb
Gênero: Suspense
Filme: ótimo
A pacata comunidade da ilha de Amity nos EUA, que vive praticamente do turismo de verão, vê o sossego ir embora quando ataques de um tubarão branco começam a se tornar corriqueiro. O xerife local, Martin Brody ( Roy Scheider), insiste com as autoridades locais para o fechamento da praia, mas devido a interesses econômicos a praia continua aberta . Com a regularidade dos ataques, o xerife pede ajuda a um biológo ( Richard Dreyfuss) e a um pescador local Quint ( Robert Shaw). Juntos o trio embarca numa aventura com a esperança de conseguir capturar ou matar o animal.
Steven Spielbert sabe trabalhar com as imagens muito bem, tanto que no começo os ataques do tubarão se limitam ao subjetivo, não o vemos em si. Tudo é construído através da linguagem cinematógrafica, onde a sobreposição dos planos cria o sentido que a cena deseja alcançar. Esse tipo de construção ajuda a manter a tensão, criar expectativa com relação a aparição do tubarão, mas sem se tornar chato ou repetitivo.
De nada adiantaria todo os suspense gerado em torno da aparição do animal se ele decepcionasse quando surgisse. Para a alegria do público, quando o faz, realmente assusta. Seja pelo tamanho impressionante, ou pela destruição que causa. O mais importante é que durante o filme, o tubarão nunca deixa de convencer. Ele faz coisas impossíveis na realidade, mas num filme que adota claramente a ficção de fatos e características para contar uma história , isso se torna viável.
Spielbert utiliza da cor amarelo para destacar algumas cenas, como por exemplo , em uma das cenas antes do ataque na praia, ele utiliza a cor amarelo no chapéu de uma mãe. Assim como quando o tubarão está atacando o barco de aventureiros e sua presença é marcado pelos barris de cor amarelo.
O clima de suspense traz muita tensão ao espectador junto com a trilha sonora tão bem construída pelo compositor John Willians, no qual compôs o acorde com apenas duas notas. Deu vida ao ser "invisivél" às lentes , pelo menos durante boa parte do filme.Não vemos o tubarão, mas temos a junção imagem , mais trilha sonora, que caracteriza a sua presença.
"Tubarão" lançou a moda dos "blockbuster" americano arrecadando milhões de doláres e muitas condenações, porém não se pode questionar o magnifíco trabalho de Steven Spielberg ,que com um boneco mecânico, trilha sonora esplêndida , ótima atuação dos personagens e uma edição impécavel, criou um clássico do cinema, mesmo ápos as três continuações deploráveis que o longa recebeu.
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss
Roteiro: Peter Benchley, Carl Gotilieb
Gênero: Suspense
Filme: ótimo
Tudo pode acontecer em ChinaTown
ChinaTown um clássico do film-noir do diretor Roman Polanski traz em vez do preto e branco caracteristíca marcante do noir, a fotografia em tons alaranjados que não deixa de esconder a visão cinzenta de mundo do diretor, que traça elementos de pessimismo o tempo todo no filme.
J.J. Gittes ( Jack Nicholson) é um típico detetive particular que se vê contratado por uma bela socialite (Faye Dunaway) para descobrir se seu marido está cometendo adúlterio, contudo esse trabalho que seria como muitos outros já realizados por ele, desencadeia em outras situações, que de um simples adúlterio vai para caso de corrupção, assassinato, mentiras, escândalos políticos e pessoais, que se chocam em uma única noite no bairro de ChinaTown.
O narrador de Chinatown se encontra ao lado do detetive Gittes e junto com ele o expectador vai descobrindo as imensas falcatruas de vários homens poderosos de Los Angeles nos anos de 1930. Na trama o detetive sempre encontra uma piada para expor o seu lado um tanto quanto malandro, que não deixa de contrastar com a maldade assumida pelos outros personagens.
O filme foi uma homenagem do diretor Roman Polanski ao film noir e seu último rodado nos EUA.O clima de pessimismo e fatalismo do noir para alguns estudiosos seria uma manifestação desse esquema metáforico de representação do crime como espaço simbólico para a problematização do pós-guerra. Em que o detetive particular sempre se encontra na sua solidão e se vê totalmente seduzido pela femme fatale.
Uma ótima interpretação do ator Jack Nicholson, que mostra de uma maneira peculiar um detetive que algumas vezes se comporta como dono da situação e outras acreditando nas pessoas ao seu redor. A cena àpos o corte do nariz é sensacional, pois a câmera vem de fundo sem mostrar o rosto de Jack Nicholson até que foca o curativo, sendo a imagem desse ferimento muito reconhecida no cinema.
A composição musical de Jerry Goldsmith, incrivelmente composta em dez dias, não deixa de tirar o folêgo do expectador. Resumindo, um filme com uma profundidade sem tamanho e com uma visão bem decadente de Los Angeles.
Ficha Técnica:
ChinaTown
Direção: Roman Polanski
Elenco: Jack Nicholson, Faye Dunaway
Roteiro:Robert Towne
Gênero: Suspense
Filme: ótimo
J.J. Gittes ( Jack Nicholson) é um típico detetive particular que se vê contratado por uma bela socialite (Faye Dunaway) para descobrir se seu marido está cometendo adúlterio, contudo esse trabalho que seria como muitos outros já realizados por ele, desencadeia em outras situações, que de um simples adúlterio vai para caso de corrupção, assassinato, mentiras, escândalos políticos e pessoais, que se chocam em uma única noite no bairro de ChinaTown.
O narrador de Chinatown se encontra ao lado do detetive Gittes e junto com ele o expectador vai descobrindo as imensas falcatruas de vários homens poderosos de Los Angeles nos anos de 1930. Na trama o detetive sempre encontra uma piada para expor o seu lado um tanto quanto malandro, que não deixa de contrastar com a maldade assumida pelos outros personagens.
O filme foi uma homenagem do diretor Roman Polanski ao film noir e seu último rodado nos EUA.O clima de pessimismo e fatalismo do noir para alguns estudiosos seria uma manifestação desse esquema metáforico de representação do crime como espaço simbólico para a problematização do pós-guerra. Em que o detetive particular sempre se encontra na sua solidão e se vê totalmente seduzido pela femme fatale.
Uma ótima interpretação do ator Jack Nicholson, que mostra de uma maneira peculiar um detetive que algumas vezes se comporta como dono da situação e outras acreditando nas pessoas ao seu redor. A cena àpos o corte do nariz é sensacional, pois a câmera vem de fundo sem mostrar o rosto de Jack Nicholson até que foca o curativo, sendo a imagem desse ferimento muito reconhecida no cinema.
A composição musical de Jerry Goldsmith, incrivelmente composta em dez dias, não deixa de tirar o folêgo do expectador. Resumindo, um filme com uma profundidade sem tamanho e com uma visão bem decadente de Los Angeles.
Ficha Técnica:
ChinaTown
Direção: Roman Polanski
Elenco: Jack Nicholson, Faye Dunaway
Roteiro:Robert Towne
Gênero: Suspense
Filme: ótimo
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O amor é cego e mudo...
Com o advento do cinema falado em 1928 muitos foram os diretores que resistiram a essa tecnologia, entre eles se encontrava um dos grandes mestres do cinema, Charles Chaplin, no qual através da figura do inconfudivel vagabundo Carlitos, optou por não ulitizar das falas para expressar ao público suas emoções. Chaplin sabia que o personagem criado e importado para todo mundo como sua marca registrada, era necessariamente uma cria do cinema mudo.
Esse certamente é um dos méritos de " Luzes da Cidade" realizado em 1931, no qual os efeitos sonoros já estavam a toda polpa mas ,Chaplin busca mostrar ao telespectador uma hisotória de amor em que a sonoridade é apenas algo superfluo, seja num apito como na campainha de um ringue.
" Luzes da Cidade" exala inocência e ternura em cada centrimétro de celulóide. Carlitos em suas andanças se apaixona por uma vendedora de flores cega que o confunde com um homem rico. Com a permissão de visita, ele começa a cortejar a moça ao ponto de arrumar um trabalho para poder ajudá-la financeiramente.
Na iminência da paixão ,Carlitos ajuda um suícida milionário a tentar valorizar a vida e se tornam amigos, porém essa amizade não deixa de ser cômica, pelo fato do ricaço apenas conhecer o vagabundo nos momentos de alcoolismo, pois quando a sobriedade vem a tona, ele perpassa total desconhecimento a Carlitos.
A cena do ringue em que Carlitos através da luta de boxe busca arrecadar dinheiro para a operação dos olhos de sua amada é uma das mais belas e sincronizadas. A maneira como ele faz passos sincronizados com o juízo ou o seu adversário não deixa de parecer um balé, ao mesmo tempo em que o riso não consegue deixar a face do telespectador. Nessa mesma cena, Chaplin utliza da sonoridade, na campainha do ringue,em que fica preso e o som não para de tocar incessantemente.Outra cena de efeito sonoro é quando o amigo milionário lhe faz uma festa, Carlitos engole o apito, e atrapalha a performace do cantor. Talvez seja Chaplin negando a sonoridade, mostrando que sua função no cinema não é necessária.
Nesse filme pode-se ver como o gênio Charles Chaplin sabe utilizar das imagens perfeitamente, pois de um conto de amor bastante simples ele consegue tocar seu público sem cair na mesmice de um melodrama e não obstante, também possuir fortes traços de genialidade cômica que marcara todas as produções de Carlitos, acrescentando momentos verdadeiramente hilários em meio a trama doce.
Nota-se que Chaplin utiliza o símbolo da flor para expressar o amor de Carlitos pela florista ,e que através disso, é construído a cena final do filme no qual, com certeza uma das mais bonitas já feita numa comédia romântica.
Ficha Técnica:
Luzes da Cidade ( City Light)
Direção: Charles Chaplin ( 1931- EUA)
Elenco: Charles Chaplin, Virgina Cherril
Gênero: Comédia, Romance
Roteiro: Charles Chaplin
Cinema: ótimo
The End
Esse certamente é um dos méritos de " Luzes da Cidade" realizado em 1931, no qual os efeitos sonoros já estavam a toda polpa mas ,Chaplin busca mostrar ao telespectador uma hisotória de amor em que a sonoridade é apenas algo superfluo, seja num apito como na campainha de um ringue.
" Luzes da Cidade" exala inocência e ternura em cada centrimétro de celulóide. Carlitos em suas andanças se apaixona por uma vendedora de flores cega que o confunde com um homem rico. Com a permissão de visita, ele começa a cortejar a moça ao ponto de arrumar um trabalho para poder ajudá-la financeiramente.
Na iminência da paixão ,Carlitos ajuda um suícida milionário a tentar valorizar a vida e se tornam amigos, porém essa amizade não deixa de ser cômica, pelo fato do ricaço apenas conhecer o vagabundo nos momentos de alcoolismo, pois quando a sobriedade vem a tona, ele perpassa total desconhecimento a Carlitos.
A cena do ringue em que Carlitos através da luta de boxe busca arrecadar dinheiro para a operação dos olhos de sua amada é uma das mais belas e sincronizadas. A maneira como ele faz passos sincronizados com o juízo ou o seu adversário não deixa de parecer um balé, ao mesmo tempo em que o riso não consegue deixar a face do telespectador. Nessa mesma cena, Chaplin utliza da sonoridade, na campainha do ringue,em que fica preso e o som não para de tocar incessantemente.Outra cena de efeito sonoro é quando o amigo milionário lhe faz uma festa, Carlitos engole o apito, e atrapalha a performace do cantor. Talvez seja Chaplin negando a sonoridade, mostrando que sua função no cinema não é necessária.
Nesse filme pode-se ver como o gênio Charles Chaplin sabe utilizar das imagens perfeitamente, pois de um conto de amor bastante simples ele consegue tocar seu público sem cair na mesmice de um melodrama e não obstante, também possuir fortes traços de genialidade cômica que marcara todas as produções de Carlitos, acrescentando momentos verdadeiramente hilários em meio a trama doce.
Nota-se que Chaplin utiliza o símbolo da flor para expressar o amor de Carlitos pela florista ,e que através disso, é construído a cena final do filme no qual, com certeza uma das mais bonitas já feita numa comédia romântica.
Ficha Técnica:
Luzes da Cidade ( City Light)
Direção: Charles Chaplin ( 1931- EUA)
Elenco: Charles Chaplin, Virgina Cherril
Gênero: Comédia, Romance
Roteiro: Charles Chaplin
Cinema: ótimo
The End
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Tudo tem um começo...
Nesses mais de cem anos de cinema, o espectador foi presenteado com milhares de histórias através do gênero narrativo da cinematográfia, e cada pessoa encontrou dentro de si a melhor forma de admirar essa arte, seja através do simples entretenimento ou de cinefilôs que vêem uma sala de cinema como um " templo". O mais importante de tudo é que a sétima arte atinge a todos, ao ponto de fazer crescer determinados sentimentos que muitos não sabiam existir, e o que é melhor o cinema cultiva a alma de seus amantes.
Para mim, o cinema surgiu através dos filmes do "Corujão" da Rede Globo, em que assistia de finais de semana com meu irmão. Até hoje quando vejo cenas de "Grease" ou " Direito de matar" diretamente sou arremessada a minha infância. Desses mais de vinte anos admirando a sétima arte, não consigo deixar de me surpreender a cada novo lançamento ou revendo clássicos que nunca vão deixar de ser uma obra de arte, seja eles Chaplin, Fellini, Hitchcock, Bergman, Kubrick, Welles, Woody Allen, Godard, entre outros.
Por meio desse blog vou buscar de uma maneira humilde analisar filmes e tentar entendé-lo pela sua proposta, por aquilo que ele (o filme) busca trazer ao seu público, desde a forma narrativa utilizada, técnica cinematográfica, construção dramática, etc.
Para um dos grandes gênios do cinema Federico Fellini ( 1920\1993) o cinema é: " a arte em que o homem se reconhece de maneira mais imediata: um espelho no qual deveríamos ter coragem para descobrir nossa alma".
Espero ter leitores que possam colaborar e participar através de comentários, críticas e sugestões, para que este blog se torne a cada postagem algo mais inovador, pois o papel do crítico é de refletir, pesquisar e investigar cada filme para dessa forma trazer aos seus leitores uma visão coerente dessa arte.
FIM...
Para mim, o cinema surgiu através dos filmes do "Corujão" da Rede Globo, em que assistia de finais de semana com meu irmão. Até hoje quando vejo cenas de "Grease" ou " Direito de matar" diretamente sou arremessada a minha infância. Desses mais de vinte anos admirando a sétima arte, não consigo deixar de me surpreender a cada novo lançamento ou revendo clássicos que nunca vão deixar de ser uma obra de arte, seja eles Chaplin, Fellini, Hitchcock, Bergman, Kubrick, Welles, Woody Allen, Godard, entre outros.
Por meio desse blog vou buscar de uma maneira humilde analisar filmes e tentar entendé-lo pela sua proposta, por aquilo que ele (o filme) busca trazer ao seu público, desde a forma narrativa utilizada, técnica cinematográfica, construção dramática, etc.
Para um dos grandes gênios do cinema Federico Fellini ( 1920\1993) o cinema é: " a arte em que o homem se reconhece de maneira mais imediata: um espelho no qual deveríamos ter coragem para descobrir nossa alma".
Espero ter leitores que possam colaborar e participar através de comentários, críticas e sugestões, para que este blog se torne a cada postagem algo mais inovador, pois o papel do crítico é de refletir, pesquisar e investigar cada filme para dessa forma trazer aos seus leitores uma visão coerente dessa arte.
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